quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Minha realidade subversiva


Estou prestes a dizer quem sou e como vivo – se é que vivo. Não quero dizer que me conheço bem, pois estaria mentindo. Sou como um telespectador para mim: eu assisto às minhas ações, aos meus erros, aos meus pensamentos loucos, à minha imponderada vontade de ser maior que eu mesma. Do lado de fora, assisto-me tentar atingir às minhas metas e fracassar, tentar alegrar alguém, mas magoar... Tentar fazer o que sempre quis e desistir, por medo. E a minha insatisfação comigo mesma cresce, como se as minhas dificuldades me alimentassem a cada mísero equívoco meu.
Acho que tudo que sei é que eu sou infinitamente pequena para mim mesma, e às vezes a vida me mostra flashes dessa minha realidade subversiva. E eu, na minha fome de renegar toda e qualquer simplicidade, me mostro insatisfeita, e me renego.
Não estou aqui para quebrar paradigmas, mas preciso de uma ação revolucionária dentro de mim. Me entender virou um desafio, e eu não nasci para competir – e competir comigo mesma é algo demasiado louco, até mesmo para mim, que não me considero normal.
Será que um dia inventarão uma tecnologia tão extraordinária a ponto de ler o nosso subconsciente e entender o que nós mesmos não entendemos? Se acontecer, não quero estar aqui para vivenciar isso. Não entender a mim mesma me torna um mistério, e ser uma pessoa misteriosa sempre foi um desafio a ser alcançado.
E eu acho que consegui.

4 comentários:

  1. Olá, Bárbara muito legal o seu texto. Mesmo! Eu sei por experiência que muitas vezes quando alguém escreve: Legal, interessante, na verdade não entendeu. Mas não é caso, aqui. A forma como ordenou as idéias do seu texto faz com que o mais desavisado se envolva com ele, as vezes mesmo sem entendê-lo completamente.Que é na realidade a moral do texto, ser incompreensível até para autora.
    Se quiser da uma passadinha no meu blog: http://devaneioseacasos.blogspot.com
    e comente tbm meus textos. Bjs e sucesso.

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  2. Oi Lyliana! Muito obrigado pelo seu comentário, fico feliz que você gostou e se envolveu com o meu texto. Pode deixar que eu darei uma passadinha no seu blog... Aliás, adorei o nome dele =)

    Beijos!

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  3. Hmm… I just love your words.

    Já houve quem dissesse que “o segredo de um texto é havê-lo, antes de tudo, vivido profunda e intensamente, de modo a fazer dele o espelho de uma fase da vida; haver nele, todo, lutado e sofrido, conceito por conceito, e oferecê-lo vibrante como a alma, palpitante como foi o fenômeno interior que o gerou”.

    O leitor sente, embora inadvertidamente, esta sinceridade e alegra-se com o poder satisfazer o instinto humano de mergulhar-se nas profundezas do mistério de outra alma…

    Esse texto me trouxe essa “alegria”!

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  4. Sábias palavras, Blue. Obrigado pelo seu comentário, fico feliz em saber como você se sentiu ao ler o meu texto!

    =)

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