“E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar”. Sábias as palavras de uma das escritoras mais influentes do nosso país: Clarice Lispector. Essa frase, produto de toda uma vida dedicada à escrita, nos deixa em aberto a questão da “diferença”. Os seres humanos são, por natureza, diferentes uns dos outros. E ainda assim, mesmo sabendo que não existem duas digitais iguais, as pessoas ainda criticam quem é diferente.
Vivemos em uma geração onde nós somos o espelho do mundo. O mundo é o que é hoje por conseqüência de nossas ações, de nossa linha de raciocínio, do que consideramos ser ético ou não. Desde crianças, somos influenciados pela mídia a seguir estereótipos considerados “legais” pela sociedade. A televisão, por exemplo, coloca na cabeça das pessoas que o bonito é usar certo tipo de cabelo, e o feio é usar certo tipo de roupa. Somos esmagados por padrões a serem seguidos. E não seguir esses padrões é ser diferente. E ser diferente, para a sociedade, não é legal.
Em um país como o Brasil, com tanta diversidade de raças, ser diferente é inevitável, e conviver com essas diferenças é ainda mais. São índios, negros, brancos, pardos, japoneses... É gente de todo o tipo, é uma miscigenação louca, é o grito da diversidade. E é uma diversidade linda, mas que não parece ser forte o bastante para quebrar os paradigmas existentes na nossa realidade. Porque as diferenças geram o preconceito, e este existe de monte por aí.
Mistura de cores, mistura de culturas, mistura, mistura, mistura. Diversidade. Este é o Brasil, este é o nosso país. Nós somos o país das diferenças, e saber conviver com elas é fundamental. Não devemos ensinar às nossas crianças que todos precisam ser iguais, que devemos ser como querem que nós sejamos. Devemos ensinar a elas que não é preciso ser igual a ninguém para ser considerado legal. Devemos ensinar que ser diferente é bonito. Ser diferente é Brasil.
Olá leitores! Agora são exatamente três horas da manhã, e eu acabei de escrever essa redação como um exercício para amanhã. É porque amanhã é o segundo dia do ENEM, e eu terei que fazer, além das 90 questões, uma redação. Eu precisava muito treinar, por isso peguei um tema que achei interessante, que caiu no ENEM de 2007: O desafio de se conviver com as diferenças. Espero que tenham gostado do texto! Agora eu preciso urgentemente dormir, preciso descançar porque amanhã é dia... Ah, e eu corrigi a minha prova de hoje. Acertei 51 questões de 90... Não estou plenamente satisfeita, mas foi uma surpresa para mim, principalmente por eu não ter estudado nadinha desde que eu parei de fazer meu cursinho... Bom, agora só me resta dormir e rezar! Que seja o que Deus quiser...
Boa Noite!
Belo texto, mas pareceu-me "raso" sem muita fundamentação crítica, foi legal citar a frase da Clarice, mas não me convenceu de que as diferenças são apenas peculiaridades de cada indivíduo, e que não seguir padrões é ser "diferente".
ResponderExcluirAgora sobre o Enem, se esse texto estivesse lá, estaria muito acima da média! :)
Bjs, e me parece que vai dar tudo certo, seja o que Deus quiser :)