Um dia, alguém me perguntou o que eu queria. Na época, eu, tão ingênua, não soube responder. Hoje, já depois de tantas quedas e com os cabelos brancos de tanto perder, entendo que o que eu queria não tinha nome, nem era possível. Eu ansiava por uma mistura incoerente de amor com liberdade. Infelizmente, descobri que o amor repele a liberdade. E a liberdade evita o amor.
Então, eu escolhi viver. Apenas viver...
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